Em um mundo de tetos de vidro e mãos... Ludmila Molina

Em um mundo de tetos de vidro e mãos cheias de pedras, ser autêntica é uma arte.


Nem todo mundo vai compreender sua essência, suas escolhas ou a forma como você enxerga a vida. Algumas pessoas se incomodam quando você não se curva, quando não aceita menos do que merece e, principalmente, quando continua sendo você mesma apesar das tentativas de te colocar em uma caixa.


Os tetos de vidro existem para fazer você acreditar que não pode ir além. As pedras aparecem quando você decide provar que pode.


Mas eu aprendi que não preciso quebrar ninguém para crescer, nem diminuir minha luz para que os outros se sintam confortáveis. Carrego meus princípios, meus valores e a consciência tranquila de quem sabe quais são suas intenções.


Ser autêntica não significa ser perfeita. Significa não abandonar quem você é para ser aceita.


E talvez essa seja uma das maiores formas de liberdade: caminhar em paz, mesmo quando existem olhos julgando, mãos apontando e pedras pelo caminho.


Porque quem conhece o próprio coração não precisa viver tentando convencer o mundo sobre quem é.