Às vezes, o maior erro não está em... U.M.C
Às vezes, o maior erro não está em quem tenta destruir, mas em quem permite ser conduzido pela destruição.
Na psicologia humana, a falta de posicionamento e de autonomia emocional pode fazer com que uma pessoa passe a enxergar o outro através dos sentimentos, ressentimentos e narrativas de terceiros. Quando deixamos de pensar por nós mesmos, de avaliar fatos e de reconhecer aquilo que realmente vivemos, acabamos entregando nossas decisões emocionais nas mãos de quem talvez tenha interesse em nos afastar de determinadas pessoas.
E é aí que a injustiça começa.
Uma pessoa pode receber amor, cuidado, apoio, presença e inúmeras demonstrações de consideração durante anos e, ainda assim, permitir que uma terceira pessoa transforme tudo isso em algo negativo.
Não porque os fatos mudaram, mas porque alguém conseguiu manipular a percepção, alimentar inseguranças e estimular o ego.
O mais triste é quando alguém machuca justamente quem sempre esteve disposto a ajudar, simplesmente para agradar ou validar os sentimentos de quem declarou ser seu inimigo.
Quem permite que a maldade de terceiros determine seus sentimentos acaba ferindo pessoas inocentes para satisfazer o ego de quem nunca teve boas intenções.
Ter personalidade também é saber dizer: “Eu penso por mim. Eu conheço o que vivi. Não permitirei que ninguém escolha por mim quem devo amar, respeitar, perdoar ou afastar.”
Porque ouvir os outros é sabedoria. Viver pelas versões dos outros é falta de identidade emocional.
E, no final, a ingratidão dói, mas existe uma dor ainda maior: perceber que alguém que recebeu o seu melhor escolheu acreditar no pior de você porque não teve coragem, maturidade ou independência emocional para enxergar com os próprios olhos.
