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Reluto pela manhã o anseio que mora em mim.
À tarde, ele se acalma com as falsas promessas que faço a mim mesmo.
Já pela noite se inquieta no desejo de mover-se.
Pela madrugada descanso em paz com uma nova promessa do amanhã

Gosto daquilo que as pessoas não entendem. Ora o mundo está cheio de entendedores para entender o que já é entendido. Quero me aventurar no novo, desbravar o que não se entende.

Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.

não sou nada e disso faço meu tudo

Quero fazer a colher de recipiente - mas, só me es útil para levar comida à boca.