​Os fonemas das cores primárias... Celso roberto nadilo

​Os fonemas das cores primárias pertencem ao âmbito sutil da sintonia, à simbiose em que outras cores ganham foco junto à própria existência — tonalidades únicas no realce do ambiente.
​O vermelho desbota ao sol. As cores sólidas se dissolvem com o tempo, e o desgaste torna evidente que a tinta respira ao envelhecer, evaporando a cada uso do detergente ou da água que a dilui.
​Laranja e verde são fundamentais numa pintura: expõem a tensão nervosa do pintor. Cor, traço e contraste reluzem o campo neurológico e magnético do artista. Sendo o tom do equilíbrio emocional, essa escolha traduz lindas passagens ou o caos absoluto.
​As matrizes holográficas denotam fótons, mesmo em tons diferentes, pois o tempo tornará o fluxo da fotografia holográfico. Ela pode ser remasterizada, mas a edição deforma os contornos e o fundo que irradia as cores assimiladas pela imensidão.
​A posição dos traços mescla teoria poética e crônicas da filosofia, permeando todas as possibilidades da arte em um estado divergente — o próximo passo nas profundezas das curvas da tela.
​A gravidade representada em composições abstratas dá à imaginação novas fronteiras e sentimentos.