Num profundo espectro visual, mares em... Celso roberto nadilo
Num profundo espectro visual, mares em ondas espaciais causam sensações de sóis mortos. Clamores da percepção cotidiana ecoam em nossa mente, pois o som não se propaga no espaço. Dentro das conexões orbitais, florescem seres que obliteram nossos olhares.
Na desfrute da culpa, as imagens são manipuladas para que tenhamos uma compreensão inata do cosmos. Ao mesmo tempo, vemos experimentos científicos onde o ato de observar transforma o fluxo de novas crônicas nas ideias. A abnegação entre céticos da conspiração e o negacionismo expõem as barreiras e o apodrecimento do intelecto humano. Muita pressão sobre as placas tectônicas demonstra um movimento que transcende o campo magnético da Terra, enquanto em alguns neurônios surgem os lampejos do terraplanismo. Falta o olhar crítico da filosofia na especulação científica, e da ciência na ficção científica; toda trama especulativa colide com a realidade ambígua e com o primordial da alienação conectiva.
Os buracos negros são expostos como uma forma apocalíptica e passiva na ordem massiva, dentro da continuidade em que o relativismo toma conta do universo conhecido. A ficção científica é um quintal cheio de flores e fronteiras, onde contemplamos o futuro com o glamour de tanta riqueza e beleza. Olhamos dimensões que balançam nossas mentes, fazendo-nos pensar e sonhar na utopia singular da aventura diante da adversidade — porque o homem é a simplicidade do próprio universo se observando num suposto piscar do tempo.
Ainda assim, continuamos a ser bots humanos, robôs dominados pela alienação. Como questionar a alienação da realidade quando ela se aliena diante da própria alienação intelectual?
Observar a ilusão da caverna digital exige olhar a verdadeira imagem fora dela: ver o horizonte e sentir a "floresta negra". O medo de ser limitado pelo senso comum é empolgante, pois relatos de abduzidos surgem por todo lado, embora a distância entre os planetas sugira que mundos habitáveis estejam muito, muito longe. Cones de alumínio e convenções de séries de ficção científica misturam personagens e genialidade, construindo seres críticos e criando uma atmosfera para o primeiro contato — mesmo que este pareça irrelevante, pois a distância física é quem define as regras.
A beleza hipnotizante do universo nos faz crescer em moral e ética, concedendo-nos momentos de lucidez diante das adversidades do cosmos. Afinal, são os precipícios da interação que devem conectar a humanidade dentro das vastas conexões do universo em que vivemos.
Por Celso Roberto Nadilo
