Homem que teu pai não te ensinou a ser... KANGAL
Homem que teu pai não te ensinou a ser
O roteiro que herdas não te cobra o centro do palco,
nem que a tua sombra devore o fôlego da tua casa.
A tua força repousa no exato instante em que recuas.
Quando o teu ciúme não forja o ferro da fechadura,
e o teu passo, cruzando a soleira,
deixa de ser o prenúncio da tempestade.
Despede-se da armadura do falso herói.
A guerra real é o brinde mudo na roda dos teus,
o sorriso de canto que afia a lâmina,
o pacto covarde servido no copo.
Entenda:
Todo golpe na carne germina antes.
Brota na senha exigida na penumbra,
no tecido medido pelos teus olhos,
no cerco invisível que o teu orgulho ergue.
Ela não busca o teu escudo;
exige apenas que recolhas a espada.
O respeito é a fronteira sagrada
que o "não" desenha no chão.
Cospe a desculpa que fantasia de afeto a tua obsessão.
A carne maior que ostentas não é direito de posse,
é o altar da tua própria covardia quando usada para subjugar.
E aceita, de uma vez por todas:
A vida de uma mulher não é vidro
para o peso dos teus escombros quebrar.
Autoria e Proteção Intelectual:
Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
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