Onde a Alma Repousa Não busco mãos que... Matthews Schmidt

Onde a Alma Repousa


Não busco mãos que apenas desenhem contornos,
Que percorram a pele em mapas de desejo,
Quero o toque que atravessa os meus adornos,
E encontra o âmago em cada um dos meus beijos.


Não basta o corpo, febre que arde e passa,
Preciso da chama que aquece a estrutura,
Que lê nas entrelinhas, que sente a graça
De navegar o que há em mim de mais ternura.


Quero alguém que toque o que é invisível,
Que descodifique o ritmo do meu coração,
Que torne o meu abismo algo acessível,
E faça da minha alma uma nova canção.


Não apenas a superfície que o olhar alcança,
Mas o avesso do peito, onde o sonho reside,
Alguém que cure o medo, traga a esperança,
E na minha essência, finalmente, se guie.


Que o toque seja um elo, um elo profundo,
Que não apenas possua, mas que venha habitar,
Aquele que, ao me tocar, ganha o mundo,
E ensina a minha alma, enfim, a repousar.
Matthews Schmidt