Hoje resolvi revisitar uma versão de... Jorgeane Borges

Hoje resolvi revisitar uma versão de mim que ficou guardada entre anotações antigas.


Abri o bloco de notas sem procurar nada específico e encontrei pensamentos que escrevi há algum tempo. Reflexões sobre espera, propósito, conexões, desejos e sobre a forma como eu enxergava certas escolhas que estava fazendo naquele período da minha vida.


Enquanto lia, percebi que não estava apenas relendo palavras.


Estava reencontrando uma mulher.


Uma mulher que ainda tentava compreender algumas ausências, que fazia perguntas silenciosas a Deus e que buscava permanecer fiel às próprias convicções, mesmo quando elas pareciam caminhar na direção oposta à do mundo.


Foi curioso perceber que o tempo passou, mas muitas daquelas reflexões ainda fazem sentido para mim.


Outras ganharam novos contornos.
Algumas amadureceram junto comigo.


Mas todas carregam a sinceridade de quem estava tentando ouvir a própria alma em meio ao ruído das opiniões, dos conselhos e das expectativas alheias.


Talvez por isso eu tenha decidido publicar este registro.


Não porque eu pense exatamente da mesma forma sobre tudo... más, algumas não mudaram.


Acredito que existe beleza em reconhecer os caminhos que nos trouxeram até aqui.


E, ao reler essas anotações, encontrei algo que continua merecendo espaço: a honestidade com que eu escrevia sobre aquilo que habitava meu coração naquele tempo, e resolvi trazer a luz.


14 de junho de 2026