A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EVOLUI. E A... Carloseduardobalcarse
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EVOLUI. E A INTELIGÊNCIA HUMANA?
A inteligência artificial está aprendendo a responder cada vez melhor. Mas será que nós estamos aprendendo a perguntar?
Criamos tecnologias capazes de produzir textos, resolver problemas, interpretar informações e executar tarefas em segundos.
Extraordinário!
Mas existe uma questão que não podemos ignorar:
Estamos ampliando nossa inteligência ou apenas terceirizando seu exercício?
A inteligência artificial pode agregar valor. Pode ampliar possibilidades, democratizar o acesso a ferramentas e contribuir para o desenvolvimento humano.
Sou favorável a esses avanços.
Entretanto, não podemos confundir o desenvolvimento da tecnologia com o desenvolvimento de quem a utiliza.
Uma máquina mais inteligente não torna, automaticamente, seu usuário mais inteligente.
Produzir mais não significa compreender melhor.
Responder rapidamente não significa raciocinar profundamente.
Ter acesso ao conhecimento não significa saber utilizá-lo.
A inteligência artificial pode produzir respostas. Mas quem está produzindo nosso discernimento?
Em minhas pesquisas sobre Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), Pedagogia do Discernimento, METADISCERN e Inteligência Discernitiva, proponho investigar processos relacionados à avaliação crítica das informações, à metacognição e à autoridade que atribuímos aos conteúdos que orientam nossas decisões.
O desafio não é impedir que a inteligência artificial pense conosco. É evitar que deixemos de pensar por nós mesmos.
A tecnologia pode potencializar nossas capacidades. Mas também precisamos desenvolver as capacidades que nos permitem avaliar a própria tecnologia.
Afinal, de que adianta uma inteligência artificial cada vez mais desenvolvida se negligenciarmos o desenvolvimento da inteligência humana?
Não precisamos ser menos humanos para utilizar máquinas mais inteligentes. Precisamos desenvolver nossa humanidade para utilizá-las com mais inteligência.
A inteligência artificial deve ampliar nossas possibilidades, não substituir nossa responsabilidade de discernir.
A máquina pode auxiliar o pensamento. Mas não deve receber, automaticamente, a autoridade sobre nossas decisões.
Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Nome autoral: Carlos Eduardo Balcarse
Pesquisador, psicanalista e educador
Referências científicas:
METADISCERN:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3767
Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC):
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3795
Inteligência Discernitiva, Consciência e Calibração da Autoridade Funcional:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3936
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
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