Coleção pessoal de charles07rodrigues_1133551
Ela é a calmaria que o fim do dia desenha,
um sopro de leveza que acalma a correnteza.
Traz no sorriso a simplicidade de quem não se apressa,
deixando que a vida aconteça no seu próprio tempo,
naturalmente, como o sol de tardezinha que doura o horizonte.
Menina de passos firmes e olhar que guarda o amanhã,
que corre atrás dos seus sonhos com a coragem da terra,
mas sabe pausar o mundo para rir sem expectativas.
Ela é a conversa que traz paz,
Sinais cifrados na tela que brilha,
um eco perdido na pressa do dia.
A mente escapa, cruza a trilha,
onde o barulho do mundo silencia.
Mensagens soltas, rastros na névoa,
frases que dizem o que o peito calou.
Uma corrente oculta que a noite eleva,
no mapa secreto que o tempo traçou.
Cruzamos caminhos na sombra da rua,
duas órbitas mudas sob o mesmo céu.
A paz do campo, a tarde que recua,
guardam o enigma atrás do véu.
Sem pressa, sem nomes, sem dar direção,
o hoje se esconde no que não foi dito.
O que nos conecta foge da razão,
um quase real perdido no infinito.
A tela acende no fim da jornada,
o peso da empresa começa a sumir.
A pressa das horas, a mente cansada,
dão espaço pro texto que me faz sorrir.
Um "bom dia" que chega trazendo a manhã,
um "durma bem" manso na hora de deitar.
Mensagens trocadas na paz mais sã,
como a chuva nas árvores a nos acalmar.
O destino cruzou nossa linha na rua,
o segredo do campo no peito guardei.
Na calmaria que o dia flua,
no teu tom sutil eu me encontrei.
Sem compromisso, cobrança ou pressa,
viver o hoje é o nosso acordo de paz.
O mundo lá fora que faça promessa,
o mistério do agora é o que me satisfaz.
O som das ondas que quebram na areia
sussurra o mesmo que a gente acordou:
que a vida é mais bonita quando clareia
e o peso do mundo a gente deixou.
Como a chuva que cai mansa nas árvores,
suas palavras trazem a paz que eu busquei.
Depois de tantos dias longos e idas e vindas,
no teu compasso leve eu me encontrei.
É como a tarde que cai devagar,
com o canto dos pássaros se despedindo.
Não precisamos de pressa para rotular,
basta o hoje, o agora, e a gente sorrindo.
O destino cruzou nossos passos na rua,
e na calmaria que a sua presença me traz,
a correria do trabalho recua,
dando espaço pro que realmente transmite paz.
De bengala invisível e passos incertos,
um vagabundo caminha no espelho a olhar,
com sonhos maiores que os campos abertos
e uma imensa vontade de se reinventar.
Charles, o homem por trás do próprio olhar,
faz do silêncio a sua mais forte e clara voz.
Com a alma despida, o mundo ele tenta abraçar,
buscando a poesia que vive dentro de nós.
Sob as chuvas da vida, ele prefere andar,
para que as dúvidas fiquem bem escondidas,
mas basta um sorriso pro seu peito clarear,
transformando em força as dores vividas.
Você nos recorda o valor de seguir com verdade,
de aceitar o passado e encarar o presente com fervor,
de buscar na rotina a real felicidade
e de colocar em cada dia um pouco mais de amor.
O seu mundo precisa de paz e de compaixão,
de menos cobrança e mais calma no olhar.
Força, Charles, escute o seu coração,
pois, mesmo no caos, você nasceu para brilhar.
O destino cruzou nossas linhas no espaço,
num triz de segundo, num lance de sorte,
você cuidando do seu próprio compasso,
e eu precisando de um rumo mais forte.
Deixamos para trás o que já foi cansaço,
as marcas de ontens que o tempo levou,
e hoje o meu dia se molda no abraço
da paz que o teu riso de longe enviou.
"Sem planos", dissemos, pra não ter pressão,
deixando o relógio correr de mansinho,
mas sinto que bate um novo coração
no exato momento em que cruzo o caminho.
Você é a trégua na minha rotina,
a voz que me acalma no fim da jornada,
a luz que no meio da noite ilumina
a estrada que antes parecia isolada.
Que venham os dias, as Ices, os risos,
o tempo que for, no compasso que der,
não preciso de pressa nem de avisos,
só quero o teu passo no passo que vier.
O Enigma do Primeiro Instante
A tela acende no escuro e o relógio avança,
mas o texto já não consegue conter o que vem.
Há uma linha invisível que puxa e balança
dois caminhos que a noite escolheu pro além.
Marcamos o dia, o lugar e a hora,
mas o verdadeiro encontro já começou.
O mistério não está no que acontece agora,
mas no rastro de vento que nos aproximou.
Como será o silêncio antes da primeira fala?
O que os olhos vão dizer quando a ficção sumir?
Há um frio na espinha que o peito não cala,
um segredo suspenso no ar por vir.
Dois estranhos com rostos de quase memória,
prestes a quebrar o feitiço do celular.
O destino montou o cenário da história,
agora falta o milagre de se tocar.
Falta pouco pro tempo parar de correr,
pra sombra do acaso virar calmaria.
O mistério está pronto para se resolver,
no primeiro segundo que você for minha.
Ecos do Acaso
Havia um silêncio guardado entre nós
Muito antes da primeira mensagem chegar.
Uma frequência secreta, uma quase voz,
Que já desenhava o que ia passar.
Passos na sombra da mesma calçada,
Rostos guardados na memória do vento.
A sua presença já estava traçada,
Escondida na curva do tempo.
E se o ponteiro não parasse ali?
E se a engrenagem mudasse o sinal?
O mistério sussurra o que eu nunca vi:
O risco de sermos um quase real.
Há algo oculto que a noite conduz,
Nas entrelinhas que ninguém mais lê.
Um jogo de espelhos, de sombra e de luz,
Que me guia, no escuro, até você.
Não há garantias, não há previsão,
Apenas o rastro que o tempo deixou.
Dois mundos que colidem na mesma fração,
No enigma bonito que nos encontrou.
O Que O Vento Esconde
Havia um plano invisível desenhado no asfalto,
enquanto nossos passos cruzavam a mesma direção.
Quantas vezes passamos perto, num quase sobressalto,
sem saber que carregávamos a mesma pulsação?
Bastava um desvio. Um minuto. Um segundo de atraso.
Uma escolha diferente no balcão de um mercado qualquer.
E o que hoje nos queima seria apenas o acaso,
de dois estranhos que o tempo não quis escolher.
O que o vento escondia por trás do silêncio da rua?
Por que seus olhos já eram um eco na minha memória?
Como se a minha noite já soubesse da sua,
esperando o momento exato de abrir nossa história.
Há um mistério sagrado nas mensagens que chegam tarde,
um frio na barriga que o texto não consegue curar.
Um segredo guardado, onde o peito descobre e arde,
na espera silenciosa do que está por vir, por chegar.
Não sabemos o fim, nem o que o destino quis fazer,
quando trancou nossas vidas na mesma fração de segundo.
Mas há algo no ar que nos prende sem nos prender...
O mistério mais lindo que encontramos no meio do mundo.
A cidade correndo lá fora
E a gente contando as horas
Eu no meio de tanta loucura
Você no compasso que cura
Dois caminhos que tinham de tudo pra não se cruzar
Mas o tempo deu um jeito de nos aproximar
Você no seu canto, eu no meu
O mundo girou e cedeu
Se o relógio mudasse o ponteiro um minuto pra trás
A gente seria só dois estranhos e nada mais
Mas a vida tem dessas surpresas que mudam o tom
Um aviso de última hora que no fim foi bom
Se a gente não estivesse no mesmo lugar
Na mesma semana, no mesmo olhar
Nem saberia da nossa existência
Mas o destino não quer coincidência
Sem expectativas, sem pressa no passo
Deixando o texto virar um abraço
Deixa fluir...
