Se controlamos os pensamentos, por que... Carloseduardobalcarse
Se controlamos os pensamentos, por que tantos chegam sem ser chamados?
Discordo da afirmação de que controlamos nossos pensamentos quando ela transforma uma capacidade limitada em um poder absoluto. Escolher pensar em algo não significa escolher tudo o que surge enquanto pensamos.
Uma lembrança aparece. Uma preocupação insiste. Uma ideia interrompe. Não houve convite, mas houve presença.
É nesse ponto que situo uma questão da inteligência discernitiva: qual autoridade concedemos ao que passa pela nossa mente?
Um pensamento pode merecer atenção sem merecer obediência. Pode exigir investigação sem justificar uma decisão. Sua intensidade não comprova sua verdade; sua repetição não transforma suposição em fato.
Na proposta de calibração da autoridade funcional que desenvolvo, interessa examinar o peso que pensamentos, informações e emoções recebem na orientação das nossas ações.
Também essa regulação tem limites. Discernir não é vencer todos os pensamentos. É aprender a examiná-los sem transformar cada ocorrência em sentença.
O pensamento acontece em mim. Isso não significa que tudo o que ele anuncia deva acontecer por mim.
Carlos Eduardo Balcarse
2 de novembro de 2026
Artigo de referência: “Inteligência Discernitiva, Consciência e Calibração da Autoridade Funcional: Fundamentos Cognitivos, Afetivos e Educacionais de um Construto Candidato”.
DOI: https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3936
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
#CarlosEduardoBalcarse #InteligênciaDiscernitiva #Discernimento #Pensamentos
