NÃO VENDO ILUSÃO! Falam de mim sem... Ricardo Alexandre de Rezende...
NÃO VENDO ILUSÃO!
Falam de mim sem saber,
Querem meu nome na boca pra vender.
Eu vi mentira vestida de verdade
E fiz do veneno força de vontade.
Tanta cópia sem pulso, sem chão,
Tanta pose de dono da canção.
Se a tua mão aponta pra mim,
É que a minha luz incomoda sim!
Deixa vir, deixa falar,
Toda língua eu aprendi a lapidar.
O que vem de mal vira degrau,
Eu tô de pé, mais forte no final!
Não sou fraude, não!
Olha bem, "mermão"!
Se eu caí, eu voltei,
Mais vivo que ontem eu fiquei.
Não sou fraude, não!
Eu não vendo ilusão.
Quem me lê já sabe:
Tem verdade no meu refrão!
Tem quem pegue e chame de criação
O que já tava na mente e na mão.
Mas eu não vivo pra provar,
Eu faço a luta cantar.
Toda crítica eu vou transformar
Em combustível pra me levantar.
Se a língua corta, eu cicatrizo,
Faço do golpe um sorriso preciso.
Deixa vir, deixa falar,
Toda língua eu aprendi a lapidar.
O que vem de mal vira degrau,
Eu tô de pé, mais forte no final!
Não sou fraude, não!
Olha bem, "mermão"!
Se eu caí, eu voltei,
Mais vivo que ontem eu fiquei.
Não sou fraude, não!
Eu não vendo ilusão.
Quem me lê já sabe:
Tem verdade no meu refrão!
Quem é você pra medir meu fogo?
Quem te ensinou a jogar seu jogo?
Eu vi o fundo e fiz meu lugar,
Do poço eu vim pra brilhar!
Não sou fraude, não!
Olha bem, "mermão"!
Se eu caí, eu voltei,
Mais vivo que ontem eu fiquei.
Não sou fraude, não!
Eu não vendo ilusão.
Quem me lê já sabe:
Tem verdade no meu refrão!
Não sou fraude, não!
Diz na cara, irmão!
Se a noite fechar,
Eu viro a própria direção!
Não sou fraude, não!
Eu não paro no chão.
Quem me lê já sabe:
Tem verdade no meu refrão!
Toda sombra virou chão,
E eu sigo em construção.
Não sou fraude, não!
Sou a voz da minha própria criação!
