Quando sorris, as tuas bochechas... Sofia Pereira
Quando sorris,
as tuas bochechas erguem-se devagar,
como se o rosto inteiro
se abrisse à luz.
Os teus olhos quase se fecham,
mas ainda consigo ver neles
qualquer coisa que me prende:
um brilho breve,
uma ternura distraída,
um segredo que não sei nomear.
Fico a olhar,
a guardar esse instante
como quem tenta memorizar
a forma exacta da felicidade.
