"...São duas horas, escuto o... João Carlos

"...São duas horas, escuto o silencioso barulho da madrugada. Sinto que todas as abstrações do infinito jorram em mim seu curso. Nesse momento não tem passado, presente e futuro. Sinto-me como que transmutado e ilimitado. Não, não tem nada que ultrapasse essa sensação de 'ser'. Nesse instante, intensamente vivo. Sinto concretizar em mim o que estava nas reticências. Choro! Mas lá no fundo o som desse choro ricocheteia e seu eco volta num estrondoso sorriso. Então, rio, rio às gargalhadas e descubro que é esse o verdadeiro riso: o eco de um choro..."
