PROMETERAM FICAR MAS SOLTARAM A MÃO No... Paulo Fernandes
PROMETERAM FICAR MAS SOLTARAM A MÃO
No começo, era fácil. Ela chegou com passos firmes, prometendo que dividiria a carga. Falava que o caminho seria mais leve porque agora seríamos dois.
Quando o entusiasmo inicial esconde a distância da jornada, tudo parece simples. Tinha garra, tinha promessa, tinha vontade. Mas o tempo… ah, o tempo é implacável
A caminhada começou a pesar. As respostas fáceis não vieram. A vitória rápida se dissolveu na realidade de um esforço diário, exaustivo e sem prazo pra acabar.
E foi exatamente ali. Na primeira tempestade de verdade. Quando percebeu que a batalha ia demorar… o ritmo mudou.
O entusiasmo deu lugar ao silêncio. E, sem avisar, a mão que segurava a mesma corda… simplesmente soltou.
Ficar sozinho no meio do caminho dói. Não é só pelo peso dobrado nos ombros, é pela decepção.
Mas o abandono ensina uma lição sagrada: nem todo mundo foi feito pra maratona. Tem gente que só aguenta a foto da largada.
A luta continua. Sozinho, sim. Mas com a certeza de que a sua persistência vale infinitamente mais do que a empolgação passageira de quem foi embora.
