O mortal caminhava pelas trilhas escuras... Pedreiro Poeta Rústico, o...

O mortal caminhava pelas trilhas escuras da densa floresta com o coração acelerado, apertando contra a palma da mão o pedaço de metal escuro que Íris lhe entregara antes de partir.


Ele sabia que voltar ao café seria uma perda de tempo preciosa; Emanuel não deixaria rastros tão óbvios.


A resposta para encontrar a Ordem do Prisma tinha que estar ali,
naquele objeto misterioso.


Parando sob a luz fraca da Lua,
em uma trilha antiga e deserta,
o pai colocou suas ferramentas de lado por um instante e examinou o pingente com o olhar aguçado de quem passou a vida lidando com engrenagens e mecânica no casarão.


O símbolo da engrenagem entrelaçada à asa de luz parecia estático, mas ao aplicar uma pressão exata nas bordas do metal,
como faria com um mecanismo oculto,
ele ouviu um clique sutil.


O pingente abriu-se ao meio,
revelando sua verdadeira natureza: não era apenas uma joia,
mas uma relíquia que unia tecnologia e magia antiga.


Do interior do objeto, pequenos feixes de luz holográfica projetaram-se no ar, desenhando linhas douradas idênticas às que Íris costumava ver com seu dom.


As linhas flutuantes começaram a se mover e a se alinhar sobre a palma da mão do mortal,
formando um mapa tridimensional interativo,
cujo amontoado de montanhas se mostrava.


No centro do mapa, uma coordenada pulsava em um tom azul-celeste profundo, apontando para o subsolo de uma antiga caverna desativada na zona histórica aos arredores da cidade antiga.


Era ali o quartel-general da Ordem do Prisma.


Com a pista em mãos e o mapa gravado na memória,
o artefato se fechou novamente.


O mortal recolheu suas ferramentas,
ajustou o casaco e apertou o passo em direção às ruínas da entrada da caverna, sabendo que cada segundo que passava era um segundo a menos para salvar sua filha Aurora das garras daquela sombra misteriosa!