Incêndio da Alma Despida Quando você... Pedreiro Poeta Rústico, o...
Incêndio da Alma Despida
Quando você se despe de toda armadura,
o que queima não é a pele, é o infinito.
Sua vulnerabilidade é uma chama pura, um pacto profano, um pacto bendito.
Não há nudez na carne que se compare ao fogo que consome quem você esconde.
Deixe que a tempestade nos separe, onde o corpo cede, a alma responde.
Ver o seu avesso é o maior perigo, um abismo aceso de febre e segredo e magia.
Quero o que te move, o que sofre comigo, devorar seu centro, arrancar o seu medo.
Se você se entrega sem filtro ou disfarce,
o desejo transcende, a mente incendeia.
Como se o universo inteiro se achasse
no sangue fervendo que corre na veia!
