O Sagrado Direito de Não Querer Há um... Vovó Nany

O Sagrado Direito de Não Querer


Há um momento na vida em que a maturidade nos convida a fazer as pazes com a nossa própria verdade, e foi exatamente essa intuição que hoje tocou a minha alma. Eu finalmente entendi o que eu não quero mais aceitar. Eu não quero mais rir sem vontade, fingindo uma alegria que o meu coração não sente apenas para manter as aparências. Eu não quero estar em lugares onde a minha presença não cabe, onde eu não sou vista de verdade ou onde claramente não querem que eu esteja. Recuso-me a compartilhar o meu tempo com pessoas que magoam, que não sentem a minha falta e que me dão a nítida sensação de que estar ao meu lado é uma espécie de favor. Eu não quero ir a lugar nenhum sem querer, arrastando os meus passos por obrigação ou permanecendo em espaços onde as pessoas só me aceitam por insistência minha. Dizer esses "nãos" para o mundo não é egoísmo; é um ato de sobrevivência espiritual. É escolher a honestidade de ser quem eu sou, reconhecer a minha própria importância e proteger o altar da minha paz interior.