⁠O que ameaça o status quo dos... Alessandro Teodoro

⁠O que ameaça o status quo dos opressores não é a força bruta, mas sim a emancipação intelectual e a agência política dos oprimidos. Os opressores muito raramen... Frase de Alessandro Teodoro.

⁠O que ameaça o status quo dos opressores não é a força bruta, mas sim a emancipação intelectual e a agência política dos oprimidos.


Os opressores muito raramente temem punhos cerrados; o que verdadeiramente os inquieta são mentes despertas.


A força bruta é previsível e quase sempre pode ser reprimida, rotulada e até esmagada.


Já a emancipação intelectual não se deixa algemar com facilidade: ela questiona, desmonta narrativas, expõe privilégios travestidos de ordem natural.


Quando os oprimidos passam a compreender as engrenagens que os nivelam por baixo, o status quo começa a ruir por dentro.


A consciência crítica retira do opressor o monopólio da verdade e devolve ao oprimido algo que sempre lhe foi negado: a capacidade de nomear a própria dor, de decidir e pavimentar o próprio caminho.


A agência política nasce desse despertar.


Não é grito vazio, é escolha; não é caos, é organização.


Por isso assusta tanto.


Um povo que pensa com a própria cabeça não aceita migalhas como destino nem silêncio como virtude.


Ele passa a participar da história, em vez de apenas sofrê-la.


No fim, não é a violência que ameaça os opressores, mas a lucidez — especialmente a coletiva.


Porque ideias libertas não pedem permissão para existir — e, uma vez semeadas, impossibilitam fingir que opressão é ordem e injustiça é destino.