⁠A Ilusão do Esforço A carreira... Thiago Macêdo

⁠A Ilusão do Esforço
A carreira emperrada é sempre uma questão de narrativa.
Alguns culpam a si mesmos, trabalham mais, estudam mais, se sacrificam mais.
Outros jogam a culpa para fora, azar, timing, política interna.
Ambos estão errados.
O ponto de inflexão não é esforço nem sorte.
É o momento em que você para de obedecer e começa a ver.
Quando você enxerga que aquela decisão não faz sentido.
Que o processo é redundante.
Que o ego está disfarçado de estratégia.
Tudo muda.
E não para melhor.
Organizações frágeis não toleram quem pensa.
Precisam de obediência rápida, concordância automática, silêncio.
Quanto mais claro você fica, mais invisível você se torna.
Os rótulos chegam sutis: "difícil", "arrogante", "fora do perfil".
Não é incompetência. É ameaça.
Aqui está o incômodo:
Você não pode desaprender o que viu.
Não há técnica de inteligência emocional que faça você fingir de novo.
A clareza não some. Ela afunda.
E ambientes construídos para quem não enxerga não têm lugar para quem já viu demais.