O Calor no Inverno das Grades A carta... robert_zeferino
O Calor no Inverno das Grades
A carta é o grito que atravessa o muro,
De um coração que a cela não calou.
Escreve o "guerreiro" em seu tempo escuro,
Sobre a vida que o crime lhe roubou.
Diz que a ostentação é marionete,
Um brilho falso que cega o olhar.
Quem no dinheiro a alma compromete,
No cemitério ou na grade vai morar.
Fala de "porta estreita" e "porta larga",
Do "coração que calejou" na solidão.
A liberdade tem um gosto amargo,
Se a mente ainda vive na prisão.
Mas entre as linhas de caligrafia incerta,
Há um sopro de vida, um calor, um perdão.
A mão que escreve é a alma que desperta,
Buscando em Cristo a sua redenção.
