A vida é um campo aberto e temos a... G.m
A vida é um campo aberto e temos a liberdade para escolher as sementes, porém a inevitabilidade da colheita é obrigatória. Eu creio que as instituições, assemelham-se a uma plantação, que ao receber cuidados, direção e dedicação constantes, crescem e produzem frutos, ao serem negligenciada, a plantação enfraquece, seca e, com o tempo, vira mato seco, onde o fogo consome. Uma instituição, governos, igrejas, agremiações esportivas, ou uma família não são estruturas estáticas, e dependem de cuidados contínuos, assim como um cultivo qualquer. Tudo depende do preparo do solo, irrigação, poda e proteção contra pragas. O solo representa os valores e princípios que sustentam o grupo; sementes são objetivos, sonhos e propósitos; a água corresponde ao investimento diário: tempo, dedicação, diálogo e trabalho; apoda simboliza correções necessárias, disciplina e ajustes de rumo; as pragas podem ser conflitos, corrupção, egoísmo, negligência ou divisões internas; e os frutos são os resultados visíveis: crescimento, harmonia, prosperidade e legado. E acredite, uma plantação não morre apenas por ataques externos, muitas vezes enfraquece por falta de cuidados internos, seja ela uma horta, uma grande fazenda, ou instituições de pessoas. Frequentemente o maior risco não virá de fora, mas da negligência, da perda de propósito ou da incapacidade de corrigir problemas enquanto ainda são pequenos. Vemos na própria Bíblia frequentemente essa imagem. Israel é comparado a uma vinha; Jesus fala da videira e dos ramos; e o Reino de Deus é ilustrado por sementes que crescem em diferentes tipos de solo. Em Gênesis, o ser humano recebe a responsabilidade de cultivar e guardar o jardim. Nos Salmos, o justo é comparado a uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, que dá fruto no tempo certo. Os profetas falam de Israel como uma vinha que deveria produzir bons frutos, Jesus ensina por meio de sementes, solos, figueiras, videiras e colheitas. Paulo usa a linguagem de plantar, regar e colher para falar da obra de Deus e das consequências das escolhas humanas .Os povos antigos sempre se guiaram pela natureza, fazia parte do cotidiano deles, porque todas as nações tinham a imagem de deuses que traziam verdades profundas: “Deus criou um mundo onde crescimento saudável exige cultivo, tempo e perseverança”, não apenas no sentido material, mas também moral e espiritual. E desde o jardim do Éden até a visão da árvore da vida no Apocalipse, a Escritura está repleta da linguagem do cultivo, do crescimento e dos frutos. A liberdade de escolha está intimamente ligada ao princípio da semeadura e da colheita. Deus dá liberdade para escolher as sementes, mas não para determinar os resultados dessas sementes. Em outras palavras: "Somos livres para semear, mas não somos livres para mudar a natureza da colheita” e toda árvore dará frutos conforme sua semente; e nenhuma delas prosperará por acaso. Se não preparar o solo, selecionar as sementes, regar, proteger e, muitas vezes, podar, a própria negligência, falta de cuidados e administração, enfraquecerá as raízes, não terão forças para crescer, e pouco a pouco secarão e morrerão. Um único princípio, que vale para todos os governos na terra, e os frutos revelarão a qualidade do cultivo. Todos os dias recebemos de Deus o campo e as sementes da vida. Somos livres para escolher o que plantar, onde plantar e quanto plantar. Mas a colheita obedecerá à natureza daquilo que foi semeado. A sabedoria não está apenas em desejar bons frutos, mas em escolher boas sementes. examinar as sementes antes de esperar os frutos. Talvez seja por isso que a Bíblia trate a liberdade com tanta seriedade. Ela não é apenas o direito de escolher; é também a responsabilidade de viver com as consequências das escolhas feitas.
