O Manifesto do Sangue Digital ​O... Celso roberto nadilo

O Manifesto do Sangue Digital
​O veneno escorre da boca do palanque,
Neurolinguística barata que anestesia o sangue.
Eles falam em progresso com sotaque importado,
Enquanto o povo paga o juro do plástico clonado.
​A boca cheia de formigas de quem calou a verdade,
Vendeu a nossa moeda, entregou a soberania da cidade.
O Pix é nosso, é do chão, é do Brasil, é corrente,
Mas a tarja magnética do império ainda dita o que a gente sente.
​Cada transação é um pedaço da pátria que vai embora,
Pedágio invisível que o norte geográfico devora.
Cartões de plástico, coleiras de chip e de senha,
Alimentando a fogueira com a nossa própria lenha.
​Eles dizem que modernizar é submeter,
Que para avançar, a nossa raiz tem que morrer.
Mas o país sangra na margem, no débito, no crédito, no absurdo,
Enquanto o algoritmo estrangeiro finge que é surdo.
​A revolução não será televisionada, nem impressa em dólar,
Ela nasce quando a colônia decide não mais se esmolar.
O sangue na boca agora é grito de rebeldia:
Nosso dinheiro, nossa terra, nossa própria soberania.