A engenharia mais sagrada de uma mulher... Valdir Enéas Mororó Junior

A engenharia mais sagrada de uma mulher não está em erguer fortalezas contra o mundo, mas em possuir um peito feito de argila e fênix. Seu milagre mais bonito — e secreto — é o de recolher os próprios pedaços de vidro no escuro da noite, transformar o sangue em tinta para reescrever a própria história, e amanhecer oferecendo sombra e fruto justamente para a mão que machucou a sua raiz.
