Merci. De novo me encontro aqui. Tenho... Monalisa Ogliari

Merci. De novo me encontro aqui. Tenho novas ideias sobressaltos solenes que se apresenta à plateia. São esquivas todas as confissões, mas eis que não tenho adversários, se o verso cresce e não nomeio quem já se sabe nomeado. E cumpro a promessa, se mil poemas escrevo e muito mais será plantado, se minha alma lijongeira tem dois olhos encantados. Fartam-me assuntos se espreito a grandeza do mundo. E muito bem falo de você se escrevo diários que fazem do passado um presente encarnado. E me apraz mais a poesia do que a realidade, pois que o dia a dia tem sempre aquela velha mania de perguntar o horário. Aqui minhas rimas demoram e sou prolixa se me farto de vida e muito mais o poema convida. Você conhece bem meu vocabulário e não te espanta se não sou santa e vivo a noite como quem come o calendário, e se faz repetitivo se toda vez eu digo do sol, da noite, e do amor idealizado, pois que sou filha do tempo anacrônico e derramo romantismo quando já raiou o pós modernismo. E me encontro em todos os movimentos literários, se carrego em meu itinerário há tantos escritores passados e lhes dou vida quando a mente convida em frondosas terras já vividas. Descortino a língua portuguesa quando procuro novas certezas, a quebrar a lógica que não se encontra em qualquer loja, pois que arde o insensato na comida que se põe no prato. E me saceio se por um acaso eu falo e você me escuta, pois que são muitos os ouvintes e um só destinatário. Mas não se assuste se tudo se passa em um mundo imaginário e não ouso sair da poltrona e mexer no tabuleiro que ensina o mundo inteiro em minha compulsão de ser flor no chão. Como palavras se sou apenas uma pacata cidadã calada, que atravessa o céu e a madrugada para te falar inebriada. E leio a Bíblia como se nela acreditasse. Pois confesso ser uma farsa se me quero religiosa e tenho as mais duras perguntas que tortura o livro sagrado. E se digo que não acredito é porque acredito mais do é admissível. E não acreditar me seria impossível. Mas a teologia das línguas não se encontram e eu bem sei disso se apenas no verso fantasio. Colho esse tempo interessante, em que eu escrevo, e você escreve mais adiante, pois que temos fome de linguagem que nunca se farta. Cada um ao seu jeito leva o poema adiante e vale muito mais que diamante se a semente que se lança satisfaz a missão de nunca deixar endurecer o coração. Somos intensidade e muito mais nos fala a cidade se olhos penetrantes observam a engrenagem, e fazemos pouco, que é muito mais do não fazer nada. Me vejo compenetrada nas palavras ciladas que muito mais declara aquilo que cala. Se seus olhos não fossem tão doces, mais eis que me vejo enfeitiçada e acrescento rimas à sala. Uma longa jornada, e muito valerá se um dia olhar para e sentir que cumpriu sua missão em paz. Até mais, já que eu voltarei, pois a palavra é minha estrada e comigo divide a casa.