Amar foi cronometrado, comprimido entre... Davi Roballo (D.R)

Amar foi cronometrado, comprimido entre tarefas, como se coubesse no intervalo entre compromissos. Tornou-se item de agenda, gesto apressado, presença fragmentada. Mas o amor não obedece ao relógio: exige duração, atenção inteira, disponibilidade que não se mede. Quando se tenta encaixá-lo no tempo útil, ele se esvazia — permanece o ato, perde-se o encontro.
