Às vezes penso que devo me aquietar,... Jorgeane Borges
Às vezes penso que devo me aquietar, porém quieta já sou. Permaneço imóvel enquanto penso.
E, por alguns momentos, sempre me vem a mesma pergunta: e se eu fizer diferente? Ir em frente e buscar alcançar com as mãos aquilo que só meus olhos alcançaram.
E se eu tocar… será que estrago? Ou é precipitado o medo de me precipitar?
Porque o medo de estragar já não causa seus próprios estragos?
Vai tornando impossível um acontecimento talvez inevitável. Fazendo ruir, antes mesmo do início, aquilo que talvez só precisasse de coragem para acontecer.
Talvez, às vezes, o que chamamos prudência seja apenas temor disfarçado.
E o que mais desejamos não se perde pelo toque… se perde pela ausência dele.
