No peito, a falta fincou raízes, e eu... Andressa Medeiros -...

No peito, a falta fincou raízes, e eu nem sei dizer como seria viver sem ela.


O que me resta?
Não há restos…
há apenas o que sempre houve:
esse existir em silêncio,
um constante suportar.


A falta caminha comigo todos os dias,
é o único lar que conheço,
não importa para onde eu vá.


Hoje eu entendo:
um abraço talvez me curasse,
uma palavra, um abrigo, um olhar…
mas o tempo levou quem podia oferecer isso,
o tempo para o antídoto, não existe mais.


E agora, não há remendo.



Ficou a ausência,
e as marcas abertas
de cada eco dessa dor interminável,
ressoando dentro de mim como algo que nunca cessa,
apenas aprende a continuar..