Solidão dói. Dói no peito, dói no... Van Escher Reflexões...

Solidão dói.

Dói no peito, dói no domingo, dói no “boa noite” que não volta.

Mas foi quando a casa silenciou que eu finalmente escutei meu barulho.
Foi quando ninguém segurou minha mão que eu descobri que eu tinha pulso.
Foi no “tá todo mundo onde?” que eu respondi: “Eu tô aqui. Comigo.”

Solidão não me quebrou.
Solidão me apresentou.
Me mostrou que a companhia que eu implorava lá fora, morava aqui dentro o tempo todo.

Então hoje eu não brigo mais com o vazio.
Eu agradeço.
Porque foi no nada que eu me achei.
E me achei tão bonita, que nunca mais me perdi de mim.

_Van Escher