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Jardim das Emoções Quando Flávia... Rosana Figueira

Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."