Falha natural Quando ergo os meus olhos... Lucas C. Ferreira da Silva
Falha natural
Quando ergo os meus olhos é sempre assim.
Tentando melhorar num mundo que está perdido.
Buscando alcançar os meus objetivos, mas no fim
O meu desejo mesmo é de já ter sumido.
A cada passo nesse abismo que me sufoca,
Já me provoca as ideias de partida.
E a visão que tenho logo me coloca
Contra a força que carrego dessa vida.
E nessa despedida eu já fui ligeiro
Sempre o primeiro a sair sem deixar passos.
E no compasso da vida sei que fui certeiro
Por derradeiro eu destrir-me como o aço
Que se aquece na fervura vinda do fogo.
Eu até rogo por uns que sejam mais úteis.
No final essa será a minha logo:
Suportar tanto peso com ideias inúteis.
Medo fútil e pavor crescente,
Que eu consiga romper as correntes
E no final que eu não fique descontente,
Com todo esse ódio que me passa decorrente.
Quando olho pro passado
E vejo o que me persegue.
Ele me alcança logo de leve
Então eu vejo o meu maior legado
Sobresaltado
Posturado
Se tronar algo tão breve.
Mas no fim é assim,
A vida é bela,
E embeleza tudo a minha volta
E por mais que tenha vivido dias ruis
Essa balela
Tem a destreza a qual me revolta.
Por fim volto a deixar os meus olhos fechados,
O que vi -vejo- não valeu de nada.
É melhor me manter aqui, mesmo, parado.
Essa vida não passa de um conto de fadas.
Tsharllez Foucallt
