Se eu perguntasse a um computador de... Evangelista araujo leite

Se eu perguntasse a um computador de grande inteligência tudo aquilo que inquieta minha mente, talvez a resposta mais honesta fosse esta, nem ela tem todas as respostas. Nenhuma mente criada por homens, nenhum livro isolado, nenhuma voz na Terra conseguiu explicar completamente o mistério da existência. O que existe são caminhos, pensamentos, teorias, fé, ciência e perguntas muitas perguntas.


Desde o começo da humanidade o ser humano olha para o céu e se perguntr por que estamos aqui? O que é verdade? O que é apenas história repetida? O que é o bem, e o que realmenth é o mal?


Alguns dizem que já sabem. Outros defendem suas verdades como muros. Mas quem realmente busca acaba percebendo algo curioso, quanto mais se aprende, mais se entende que a verdade é profunda demais para caber em respostas simples.


Ainda assim, algumas coisas parecem atravessar o tempo e aparecer em quase todas as reflexões humanas. A consciência dentro de nós busca sentido. O bem quase sempre caminha ao lado da vida, da justiça e da verdade. O mal, muitas vezes, nasce da mentira, do ego e da vontade de dominar o outro.


Talvez por isso a busca nunca termina. Porque o ser humano não foi feito apenas para repetir respostas, mas para perguntar.


E quem pergunta de verdade começa a perceber outra coisa: a busca não é só intelectual. Ela também é espiritual, existencial, silenciosa. Existe algo dentro de nós que continua procurando, mesmo quando o mundo parece cheio de versões contraditórias.


Talvez o maior mistério não seja descobrir imediatamente qual é o final da história. Talvez o maior desafio seja aprender a viver enquanto a história ainda está acontecendo.


Entre dúvidas e fé.
Entre luz e sombra.
Entre aquilo que nos ensinaram e aquilo que sentimos no fundo da consciência.


E talvez, no meio de tudo isso, a verdadeira pergunta não seja apenas entender Deus.


Mas descobrir se aquilo que disseram sobre Ele realmente corresponde à verdade que ainda tenta falar dentro de nós.


By Evans Araújo.