A pele negra é quente… quente como a... Kleber Abdul Al-Nasr

A pele negra é quente…
quente como a terra que guarda o sol mesmo depois do entardecer.

É quente de história, de resistência, de memória que pulsa.
Carrega a ancestralidade de um continente que ensinou o mundo a dançar, a lutar, a sobreviver.

É quente porque não é ausência de luz,
é excesso de vida.
É cor que abraça, que envolve, que acolhe.

A pele negra é quente como abraço demorado,
como tambor que vibra no peito,
como raiz que não se curva ao vento.
E quem aprende a enxergar além da superfície
descobre que essa temperatura não queima,
aquece.