Acreditar no que é falso ou... Miriam Da Costa

Acreditar no que é falso
ou desacreditar do que é verdadeiro?


Ou (melhor ou pior ainda)
desconfiar de tudo
e não levar fé em nada?


Eis a questão em tempos modernos,
onde é fácil a manipulação e criação
de imagens, vídeos, expressões faciais
e voz com a ajuda da IA.


O paradoxo nosso de cada dia está servido!


Não é apenas o risco da mentira,
é o risco da erosão da confiança.


Quando tudo pode ser fabricado com ajuda de IA, surge um fenômeno perigoso que estudiosos chamam de dividendo do mentiroso: mesmo diante de provas reais, alguém pode dizer “é IA!” , e pronto, instala-se a dúvida.


O perigo maior talvez não seja acreditar no falso e nem desacreditar do verdadeiro,
é desistir da busca pela verdade.


Porque quando desconfiamos de tudo
e não levamos fé em nada, nasce o cinismo.
E o cinismo é terreno fértil para qualquer tipo de manipulação.
Se confio demais, sou ingênua.
Se desconfio demais, me isolo.
Se não confio em nada, me anestesio.


Acreditar ou não acreditar?
Eis a questão!


Confiar, uma opção.
Desconfiar, a solução.


✍©️@MiriamDaCosta