É com dor, mas com amor, que peço... Jeremias Edson Cardoso
É com dor, mas com amor, que peço licença para a despedida. Ontem, você virou souvenir. Dobrei os joelhos e implorei a Deus por misericórdia. Hoje a dor está mais leve, quase imperceptível. Venho me despedir de um amor e também de mim. Porque acordei vivo, aquele Jeremias que habitava em mim morreu ontem junto com a dor que o consumia. Hoje encerro uma história que, ao fim, concluo externamente, mesmo sem concordar, mas preciso sair de mim. Porque está me matando aos poucos.
Ontem, várias vezes pensei em encontrar a buzina do trem, mas uma luz brilhou de repente; minha filha nunca liga após a meia-noite, e acredite, ela ligou. Conversamos muito. Foi Deus que a enviou como anjo, e perdi a coragem de fazer o que planejava. Vou mudar minha vida. Não me despeço como ontem; hoje me despeço como homem. E não pense que foi fácil decidir, mas tudo tem começo, meio e fim. A vida continua e serei grato para sempre!
Obrigado por tudo. A amizade permanece e a dívida também.
Me despeço com o coração em pedaços, mas tenha certeza: em minhas orações, você sempre estará presente, com pedidos de paz, amor, saúde e felicidade.
Que sua vida e seu amor sejam eternos. Juro que desejo sua felicidade com ele. Não me importarei mais; afinal, sou um homem maduro. Preciso respeitar limites para ser respeitado. E seguir em frente, se o amor morreu em você.
