Reflexão: Muitas vezes, confundimos fé... Suedson corey

Reflexão: Muitas vezes, confundimos fé com um pedido de providências, quando, na verdade, ela é um exercício de rendição.
Assinar um papel em branco é o maior ato de coragem que existe. Significa dizer ao Universo: "Eu não conheço o roteiro, mas confio no Autor". Nós nos preocupamos com a estética do agora — com os erros de ortografia e as rasuras dos nossos tropeços. No entanto, quando olhamos para trás, percebemos que as curvas que julgamos erradas foram as que nos levaram aos melhores destinos. A caligrafia divina não usa linhas retas para nos ensinar a voar; ela usa a profundidade.


A dor tem uma voz muito alta, mas a esperança é mais persistente. Ela não nega o sofrimento, mas retira dele o peso da eternidade. Se a dor fosse o ponto final, a vida seria um livro interrompido. Ver a dificuldade como um intervalo muda o jogo: o intervalo serve para descansar, recalibrar e preparar o palco para o próximo ato. O presente pode estar barulhento, mas o futuro está logo ali, sussurrando que o melhor ainda não foi revelado.


​A neblina é uma ilusão de ótica, não uma mudança na realidade. Quando você caminha no frio e no cinza sem enxergar um palmo à frente, a sua mente diz que o mundo sumiu. Mas a crença é a memória do sol. É saber que as montanhas não se moveram e que as flores não perderam a cor; elas apenas estão esperando a luz certa para reaparecerem.
_Suedson Corey