A Parábola das Três Vozes do Vale Em... Debora Santos

A Parábola das Três Vozes do Vale
Em um vale distante, havia uma grande árvore no centro da praça.
Diziam que ela crescia conforme o conhecimento e as atitudes das pessoas que viviam ao seu redor.
Certo dia, três grupos de pessoas se reuniram diante da árvore.
O primeiro grupo ficava sentado à sombra, observando tudo de longe.
Nunca plantavam, nunca regavam, nunca cuidavam da terra.
Mas sempre que alguém tentava fazer algo, eles diziam:
— Isso não vai dar certo. Você está fazendo errado.
Eles criticavam o fruto que nunca haviam ajudado a nascer.
O segundo grupo trabalhava a terra.
Plantavam sementes, cavavam o solo, regavam as raízes.
Mas, ao verem outras pessoas fazendo o mesmo, diziam:
— O que eu faço é melhor. O meu jeito é o certo.
Tentavam diminuir o valor do trabalho alheio, como se o brilho do outro apagasse o seu próprio.
O terceiro grupo também trabalhava a terra.
Plantavam, cuidavam, aprendiam e ensinavam.
Quando viam alguém fazer algo bonito, diziam:
— Que bom que você sabe fazer isso!
— O seu saber soma ao meu.
— Juntos, podemos fazer a árvore crescer ainda mais.
Eles compreendiam que nenhum saber nasce completo,
E que cada pessoa carrega uma semente única.
Com o tempo, a árvore começou a crescer de formas diferentes.
Os galhos que recebiam críticas secaram.
Os galhos que eram regados com orgulho solitário cresceram tortos.
Mas os galhos que recebiam reconhecimento, partilha e respeito floresceram,
Dando frutos doces, fortes e abundantes.
Então, os moradores do vale entenderam:
Quem desvaloriza o saber do outro empobrece a própria sabedoria,
Mas quem reconhece o valor do outro fortalece o seu próprio caminho.
E desde aquele dia, a árvore passou a ser chamada de
Árvore dos Saberes Compartilhados.
“Quem soma saberes constrói grandezas.”