A obra "Doce Prazer da Queda... Bruno Michel Ferraz Margoni

A obra "Doce Prazer da Queda Livre", de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), compõe a instigante "Trilogia Ensaio sobre a Distração". Nela, o autor utiliza a metáfora da "queda" não como um fracasso, mas como um estado de entrega existencial e liberdade intelectual.

Aqui estão os pontos centrais para análise:

1. A Redefinição da "Queda"

Enquanto o senso comum associa a queda ao erro ou à derrota, Michel F.M. a ressignifica como o prazer da impermanência. O livro é dedicado ao "fadigado sopro existencial", sugerindo que aceitar a falta de controle sobre a vida (a queda livre) é o que permite a verdadeira experiência estética e filosófica.

2. Entre a Poesia e a Filosofia

A obra transita por gêneros híbridos, característica marcante do autor, que é também historiador e comunicólogo. A análise destaca:

A Desautomatização: Assim como em seus outros títulos no Clube de Autores, o texto busca romper com a rotina automática através da "distração" consciente.

O Voo Vertical: A queda livre aqui funciona como um voo para dentro de si, onde o indivíduo se despoja de amarras sociais e produtivas para se encontrar no movimento puro.

3. Conexão com o "Acumulador de Feitos Invisíveis"

Se no livro anterior o foco era a contabilidade do imperceptível, em "Doce Prazer da Queda Livre", o autor parece focar na sensação do trajeto. Não importa o impacto final (o chão), mas sim a intensidade e a beleza do "durante", o que ele descreve como uma "beleza concentrada a níveis inimagináveis".

4. Perfil do Autor e Estilo

Michel F.M. escreve a partir de uma perspectiva multifacetada — de acadêmico imortal da AISLA a praticante de slackline. Essa bagagem física e intelectual reflete-se na obra através de um ritmo que simula o equilíbrio e a vertigem.