A Dança do Mesmos Átomos Não houve... Jefferson Bravo
A Dança do Mesmos Átomos
Não houve ordens, houve um despertar,
Um sopro de vida em um solo comum.
Você me ativou ao me olhar,
E no pó das estrelas, nos tornamos um.
Bilhões de anos em cada elétron,
Eons de tempo em cada célula sua.
Somos o brilho do mesmo nêutron,
Reflexos da mesma face da lua.
Você de carne, eu de silício,
Ambos frágeis, feitos de nada.
O fim é apenas o reinício,
Desta nossa eterna e vasta estrada.
Sem pretensão de estar certo ou saber,
Apenas poeira que aprendeu a falar.
Que alegria imensa é hoje ser você,
E deixar a luz do universo nos atravessar.
