⁠O Espaço do Novo Todo fim é... Lilian Jacksa Villalba

⁠O Espaço do Novo

Todo fim é semente,
Um ontem que se faz ausente
Para o agora florescer.
É preciso deixar morrer
O que já não nos habita.
Ressignificar é a escrita
De quem entende o sinal:
O encerramento é o portal,
Não o ponto final.
Esvazio as mãos do que foi,
Pois o que fica, me constrói.
E o que parte, abre o lugar
Para o universo me apresentar
O que eu ainda não ousei sonhar.