Monólogo do Diabo O que fazes neste dia... P. H. Amancio.

Monólogo do Diabo


O que fazes neste dia memorável?! Se nem ao teu paladar o doce é agradável. Dizes ser e ter, e aí, caído, nunca nem soubeste o que é vencer.
Levanta-te quando se cansa de estar caído, apenas para dizer: “se fosses tu, não faria aquilo”, e logo retornas à beira daquilo que nem sequer existe. E aceitas este destino como se fosse uma vida de estirpe.
Ah, os caminhos… Pensas ser tu um mapa, uma bússola… um norte?! Pobre, aceitas que não és mais um nobre.
Para um pouco de me dizer o que já se foi. Olha, o futuro é novo. Nem tu, cheio de letras, podes me dizer o que é a verdade. Não me atrairás mais, desprezo o teu “oi”.
Nem te levantes. Já perdi tempo tentando mostrar-te que já se passam anos. Nem mesmo podes me dizer: “eis, aqui estão os meus planos”.
Será que devo calar-me?! Afinal, nem mesmo tentei apresentar-me. Tu eu conheço bem, já foste meu alguém. Agora que já tempo nem se tem, eis o nome que me foi dado. Prazer, me chamo Diabo.