Quem não se curva aos... Alessandro Teodoro

Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.
Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.
Salve as Forças Armadas brasileiras!
São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.
Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.
Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.
E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.
E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.
O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.
Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.
E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.
Respeito não se implora.
Se pratica, se demonstra, se preserva.
E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.
Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.
Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.
