Nas argênteas páginas lunares plenas... Miriam Da Costa
Nas argênteas páginas lunares plenas
verso os meus laivos, trêmulos de estrelas,
no silêncio onde o tempo se enreda
em véus de névoa e luz serena.
Cada traço é um eco de saudade,
sussurrado ao vento sideral,
um murmúrio da alma em liberdade,
nas margens de um sonho abissal.
Riscam-se os versos em prata e ausência,
como quem canta e já se desfaz,
na órbita lenta da consciência,
que gira entre o nunca e o jamais.
✍©️@MiriamDaCosta
