A força do meu querer, em algum lugar... Jorgeane Borges

A força do meu querer, em algum lugar eu deixei me perder
Perdi a força que me movia


Mas ela não morreu.
Apenas cansou de empurrar portas fechadas,
de insistir onde o eco não respondia.


Ficou sentada em silêncio,
esperando que eu aprendesse
que vontade também precisa de cuidado,
e que até o querer tem direito ao descanso.


Talvez a força não tenha ido embora —
talvez esteja me esperando
no mesmo lugar onde eu me perdi,
para que eu me reencontre diferente,
mais inteira,
menos dura comigo.