đ Sob o cĂ©u esquecido As estrelas... Jacilene Arruda
đ Sob o cĂ©u esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silĂȘncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que nĂŁo se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memĂłria apagada.
VocĂȘ olhava para cima,
com a estranha certeza de jĂĄ ter visto aquilo antes,
como se o cĂ©u fosse um livro que vocĂȘ jĂĄ leu,
mas cujas pĂĄginas foram arrancadas pelo vento.
E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que sĂł o silĂȘncio sabe.
