Cada dia é, sim, uma despedida... Jorgeane Borges

Cada dia é, sim, uma despedida silenciosa.
De versões nossas que não voltam, de instantes que não se repetem, de palavras que escolhemos dizer, ou calar.


Talvez a pergunta não seja apenas como queremos ser lembrados,
mas como estamos vivendo enquanto ainda estamos aqui.


Ser lembrado pelo afeto que oferecemos.
Pela presença que não pesou, mas acolheu.
Pelas palavras que curaram mais do que feriram.
Pelo olhar que viu o outro inteiro, não só por partes.


Porque, no fim, não ficam os grandes feitos,
ficam os gestos simples carregados de verdade.
O cuidado. A escuta. O amor possível.


E você,
se hoje fosse uma despedida,
o que deixaria vivo em quem cruzou o seu caminho?