Coventry Garden Gosto de alimentar os... Carloskahe_Literatura
Coventry Garden
Gosto de alimentar os desalinhos, sobretudo aqueles que exigem confrontos, ou falam de pessoas que se foram, e reaparecemem pequenos fragmentos ilusórios, indefinidos... e, após prestarempequenos benefícios... eles viram vapor nas multidões.
Ouvi da boca de um grande artista que é na transposição desesperadasdas massas, sob a travessia confusa dos sinais, onde ele colhe
grandes melodias e canções. Meu espírito não é cosmopolita: poetas respiram é na solidão.
Em desequilíbrios sobre transposições e sinais, a vi pisar as malhassuaves das fontes, onde nascem todos os seres.
Tocando as linhas imaginárias dos sonhos, ela derramou luminosidade...resplandecências sobre a aura reluzente do meu medo.
Não sei medir paradigmas de mortes, vidas, eternidades... Nem sei, se levaremos para o outro lado, sentimentos e desejos.
Fome, carnaval, bebidas, amores eternos... serão barrados nas esteiras celestes.
As milhas estelares não definem se morte é origem de tudo,ou fonte natural de vida...
Ela surpreendeu-me, depois de atravessar as nuvens ecaminhar sobre o azul, trazida de longe pelos ventos,como uma folha leve, ou uma mensagem bem definida.
Em Coventry Garden, ela mudou as cores dos guarda-chuvas, descoloriu o arco íris das avenidas, pintou, a seu bel-prazer, novos coloridos nas sombrinhas.
Eu capotei, como um trem nas alturas ou um metrô que voasse.Explodi caixas de melancolias... Ponto. A perdi entre os álamos,
entre aflições e súplicas. Calei por prudência. Poeta, que sou,desabei com as tempestades. Entupi-me de acervos.Livros, montanhas deles, varais de poesia... porque eu sei que um dianos encontraremos na multidão de palavras que nos trarãodo futuro.
