đ”đč Portugal Mais Um VerĂŁo... Real Poeta
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Portugal a arder, mais um verĂŁo repetido,
Bombeiros voluntĂĄrios sem descanso, sem abrigo.
Carros velhos, mangueiras rotas no caminho,
Mas sĂŁo eles que seguram o paĂs sozinho.
Enquanto isso, férias no estrangeiro,
Primeiro-ministro e presidente sem roteiro.
Na serra o povo luta contra o fogo verdadeiro,
Sem apoio, sem verba, sĂł suor por inteiro.
Ă o povo que apaga, nĂŁo Ă© o poder,
SĂŁo vizinhos, bombeiros, que dĂŁo pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tĂĄ difĂcil de ver.
Nas aldeias a sirene nĂŁo para de tocar,
Idosos a correr, casas prestes a queimar.
Falta ĂĄgua, falta gente, falta tudo no lugar,
Mas sobra coragem pra nĂŁo abandonar.
Prometem milhÔes no parlamento a falar,
Mas no terreno Ă© sempre o mesmo a faltar.
Ă sacrifĂcio humano que nĂŁo dĂĄ pra negar,
E cada chama acesa custa um lar pra salvar.
Ă o povo que apaga, nĂŁo Ă© o poder,
SĂŁo vizinhos, bombeiros, que dĂŁo pra valer.
Do Minho ao Algarve, todos a sofrer,
E quem devia agir tĂĄ difĂcil de ver.
Portugal resiste, mesmo a ser esquecido,
à força popular contra um Estado adormecido.
Entre cinzas e fumo, o retrato Ă© sabido:
Quem salva a nação nunca foi protegido.
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