Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira: Amor de Entrudo Homem educado na...

Amor de Entrudo

Homem educado na incúria
Obcecado com sua história
Mergulhou na folia,
Receou falta de provisória
e Agora?
AMOR?

Amor é centelha de luz,
É mascara sedenta de entrega
Nos braços da incúria cega.
É não ter medo de ouvir
Zumbido que a abelha carrega.
É provar do doce fel
Sentindo amargo mel.
É uma baralhação atabalhoada,
É um sentir por tudo ou nada.
Amena cavaqueira...
Delícia de Fevereiro
Que chora o ano inteiro...
Camisa desapertada a meio
Soltar botão sem freio!
É um intento sem sentido,
É promessa ao ouvido,
É a maior dor do mundo,
Onde o medo afundo...
Me inundo...
Me iludo...
Dia de entrudo
Contigo
E contudo,
Sem nada.


Porque o amor é flor...
Flor que não morre.
É antena que faz diferença,
É ver raio de sol
No frio da neblina.
É Porra que desatina,
Névoa cristalina...
Lágrima nos olhos pendida...
É estar só com paredes
Desejar coisa atrevida
É atrevimento tamanho
Imaginar tal desenho
Que não me atrevo a dizer,
Pois tenho medo da vida...
De entristecer a verdade,
De assassinar a saudade,
Ser julgado de insanidade...
Dissertar amor
É coisa para ter dissabor,
Ilusão no pensamento...
E quando não se dá o momento
de estar no intento,
É coisa de fado...
É passado,
Marcado
Presente
De quem sente
Impotente,
Intentado...
Da gente,
Pecado!...

Amor vindo do nada para o tudo, contudo e ao menos com fada....

Inserida por ruialexoli