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Pesadelo do fim do mundo Há uma... José Regi

Pesadelo do fim do mundo

Há uma desordem nas regras gerais de conduta
Tem corpos espalhados e a morte é servida a frio,
Guerras infindas de engôdos e certezas irresolutas
Transformam a paz almejada numa bomba de curto pavio.

De repente sem aviso prévio, eis que se cumpre a profecia.
Nas gondolas do supermercado espaços vazios pela escassez
Não há na livraria da esquina, um único livro de poesia,
Tudo é amargo, insosso, nesta infame estupidez.

Os conflitos que não criamos atingem a todos sem exceção,
Todos os pensadores foram mortos e seus livros queimados.
Alienados, agora todos encaram a escuridão.
E o apocalipse real e impiedoso enfim confirmado.

Toda leveza que houvera da noite de ontem se esvaiu
A nova ordem mundial é a intolerância geral
Tudo é proibido e permitido segundo um desejo vil
E passou-se de repente de irmãos a inimigo mortal.

Tudo é sombra, escombro e ruína.
Por carregar a sina de escriba
Tombei indefeso sobre as pedras da esquina
Mais uma vitima do ódio que dissemina.

Enfim, guerras, lutas e sangue.
Correm como vulcão em fúria
Nos campos desérticos de batalhas
Querendo que se purifique toda esta espúria.

A profecia previu que do nada surgiria uma era nova
Qual mitológica fênix a voar renascida e reviçada.
Depois que a ultima alma entrasse na cova
Toda harmonia do éden seria restaurada.

Enfim... O fim é só o começo!

Jose Regi